Em minha vivência com marketing digital, percebo que poucas ações despertam mais curiosidade e ótimos resultados do que o retargeting. Quando se pensa no desafio de transformar visitas em vendas, é dessa abordagem que costumo lembrar primeiro. Ter muitas visitas é ótimo; agora, conquistar aquelas pessoas que quase compraram, mas saíram antes de fechar negócio, é ainda melhor.
Impactar de novo quem já demonstrou interesse vale mais do que correr atrás de desconhecidos.
Desde que comecei a estudar estratégias de crescimento, percebi que recuperar clientes é muitas vezes bem mais econômico do que captar novos. Por isso, técnicas como o retargeting transformaram a forma de pensar resultados em negócios digitais, e-commerce, B2B, empresas locais e até indústrias. Ao longo deste artigo, vou explicar o conceito, os tipos existentes, as melhores práticas, como mensurar resultados e trago exemplos reais para você visualizar o impacto.
O que é retargeting e por que ele faz diferença?
Retargeting é o nome do conjunto de estratégias para impactar pessoas que já visitaram seu site, loja online ou alguma rede social, mas não realizaram uma ação desejada, como uma compra ou cadastro. Ou seja, trata-se de publicidade direcionada para quem já conhece sua marca. Em vez de anunciar “no escuro”, você investe onde já existe interesse prévio.
Imagine: você entra em uma loja virtual, coloca um produto no carrinho, mas, por algum motivo, não finaliza o pedido. Horas depois, ou até dias, começa a ver anúncios justamente daquele item em outros sites ou redes sociais. Essa ação, muitas vezes invisível aos olhos do usuário, pode ser o que faltava para converter uma dúvida em decisão.
Na Now, vivencio diariamente como retomar esse contato aumenta as taxas de conversão e fortalece o relacionamento. O grande diferencial, para mim, é poder customizar a comunicação. O anúncio pode ser feito exatamente de acordo com aquilo que a pessoa visualizou; pode oferecer descontos para recuperar o carrinho ou novos conteúdos, ajudando no convencimento.
Vantagens reais do retargeting
- Reduz desperdício de verba publicitária ao focar no público realmente interessado.
- Aumenta vendas direcionando ofertas a quem já demonstrou intenção.
- Reforça a presença da marca na mente do consumidor.
- Auxilia na recuperação de carrinhos abandonados em e-commerces.
- Permite personalizar mensagens conforme o comportamento observado.
Poucas estratégias aliam tanto controle de investimento a potencial de retorno como o retargeting.
Retargeting x remarketing: conheça a diferença
Muita gente ainda confunde retargeting com remarketing. Em minha trajetória, notei que os termos até são utilizados como sinônimos, mas há diferenças sutis – e importantes – entre eles.
No retargeting, falamos de campanhas baseadas em anúncios pagos, focadas em atingir usuários que já interagiram com sua empresa em canais digitais, como seu site ou rede social. Já remarketing, mais restrito, normalmente remete a estratégias via e-mail ou SMS para voltar a conversar com alguém que engajou antes.
- Retargeting: publicidade paga (exemplo: banners de produtos que você visualizou em outros sites).
- Remarketing: comunicação direta, como e-mails de carrinho abandonado ou de relacionamento.
Mesmo distintos, ambos buscam reaquecer o interesse de quem já deu algum sinal. O segredo, a meu ver, está em saber combinar os recursos e criar jornadas personalizadas.
Principais tipos de campanhas: onde e como reimpactar?
As estratégias de retargeting podem ser aplicadas em diferentes canais, sendo integradas ao funil de vendas de acordo com o perfil do negócio. A seguir, detalho os mais comuns com exemplos práticos, como costumo fazer nos treinamentos da Now.
Retargeting de site
Aqui o foco é no visitante que acessou seu site, blog ou loja, mas não chegou a converter. Com o uso de pixels de rastreamento – pequenos códigos inseridos nas páginas –, é possível identificar esses visitantes e criar campanhas específicas para eles em redes de display ou aplicativos parceiros.
- Mostrar produtos recentemente visualizados
- Oferecer descontos exclusivos para quem abandonou o carrinho
- Convidar para concluir o cadastro em páginas específicas
No segmento de e-commerce, costumo ver esse tipo de abordagem ser o grande diferencial para a recuperação de vendas perdidas.
Retargeting em redes sociais
Redes como Facebook, Instagram e LinkedIn permitem impactar usuários que já tiveram algum contato com sua marca, seja por visita ao perfil, engajamento ou interação com anúncios anteriores.
- Acompanhar quem assistiu a parte dos vídeos publicados
- Impactar pessoas que curtiram, compartilharam ou comentaram posts
- Mostrar ofertas exclusivas para seguidores recentes

No dia a dia, percebo que esse tipo de segmentação é eficaz para construir autoridade junto ao público e incentivar novas interações, dando sensação de proximidade.
Retargeting de busca (search retargeting)
Nem sempre o contato começa pelo seu site. Muitas pessoas pesquisam produtos, serviços ou soluções em buscadores como o Google e, posteriormente, passam a ver anúncios relacionados em outros sites.
- Alcançar pessoas que buscaram termos associados ao seu negócio
- Tornar sua marca presente no momento de decisão do cliente
- Reimpactar usuários que clicaram em anúncios, mas não converteram
O recurso pode ser decisivo para empresas B2B e indústrias, onde o processo de compra costuma ser mais longo e envolve pesquisa detalhada.
Retargeting via CRM e e-mail
No e-mail marketing, o contato é ainda mais personalizado. Com base em dados do CRM (Customer Relationship Management), é possível disparar campanhas para leads ou clientes que não avançaram no funil ou ficaram inativos, sugerindo produtos, conteúdos ou novas ofertas.
- E-mails automáticos de carrinho abandonado
- Reativações de leads frios com conteúdos relevantes
- Campanhas sazonais direcionadas por preferências de navegação
Combinar publicidade paga com e-mail estratégico pode aumentar substancialmente o retorno das ações.
Retargeting cross-channel
Também chamado de omnichannel, esse modelo integra diferentes canais para criar uma experiência fluida e personalizada. Um exemplo que presenciei é impactar a pessoa no e-mail, depois no Instagram e, em sequência, em banners de portais parceiros.
O objetivo sempre é facilitar o retorno à jornada, aumentando a lembrança da marca sem incomodar.
Ferramentas comuns: onde criar campanhas de retargeting?
Para quem deseja implementar campanhas, as plataformas mais tradicionais no Brasil são Google Ads e Facebook Ads, as preferidas por muitos gestores e consultores – inclusive clientes da Now. Elas oferecem infinitas possibilidades de segmentação e configuração, especialmente quando integradas a CRM ou a sistemas de automação.
- Google Ads: permite criar listas a partir do tráfego do site, do YouTube e das pesquisas no próprio ecossistema de busca.
- Facebook Ads: segmentação detalhada tanto para Instagram quanto para o Facebook, inclusive para engajamentos e listas personalizadas.
- Outros canais: LinkedIn, Twitter, Pinterest e até algumas redes programáticas permitem configurações similares, cada qual com seu público.
O segredo é construir corretamente as audiências personalizadas, monitorar o tempo de exibição dos anúncios e sincronizar as mensagens conforme a etapa do funil.
Como criar campanhas personalizadas? Da segmentação ao anúncio
O sucesso no retargeting está na personalização. Aprendi que, quanto mais alinhada ao comportamento do usuário for sua campanha, maior a chance de reconquistá-lo.
Instalação de pixels de rastreamento
O ponto de partida técnico é instalar, em seu site, os códigos de rastreamento (pixels) fornecidos pelas principais plataformas. Eles identificam quem visitou cada página e, assim, alimentam listas específicas para futuras ações.
- Verifique se suas páginas de produto, carrinho e checkout recebem o pixel correto
- Crie eventos personalizados para registrar ações relevantes (exemplo: clique no WhatsApp, envio de formulário, etc.)
- Respeite a privacidade: só colete o que for realmente importante para o funil e esteja alinhado à LGPD
Parece técnico, mas não é complexo. E faz toda a diferença para segmentar seu público com assertividade.
Segmentação de público
Segmentar é separar grupos de pessoas com base em critérios objetivos, como a página visitada, tempo de navegação, engajamento, localização geográfica ou status no funil de vendas.
- Quem só visitou a home?
- Quem visualizou um produto ou serviço específico?
- Quem colocou itens no carrinho?
- Quem se cadastrou, mas não comprou?
- Quem já é cliente e pode ser reativado?
Eu costumo usar critérios múltiplos para criar campanhas mais inteligentes. Por exemplo, direciono uma oferta diferente para quem ficou mais tempo navegando em determinada categoria comparado a quem apenas visitou rapidamente a página inicial.
Personalização de anúncios
O poder do retargeting está em personalizar a mensagem. Não faz sentido disparar o mesmo anúncio para todos. É aí que surgem as estratégias de copy, design e oferta ajustadas.
- Anúncio de desconto para quem abandonou carrinho
- Conteúdo educativo para quem explorou o blog, mas não converteu
- Mensagem de urgência para produtos com estoque limitado
- Sugestão de produtos similares à navegação anterior

Campanhas personalizadas têm taxas de reconversão muito superiores a genéricas.
Melhores práticas em campanhas de retargeting
Ao implementar estratégias de retargeting para empresas de todos os portes, notei que pequenos ajustes fazem toda diferença. Algumas recomendações práticas funcionam bem para e-commerces, empresas locais e ambientes B2B:
- Controle de frequência: evite bombardear o usuário com o mesmo anúncio o tempo todo. Configure limites para não gerar rejeição.
- Ofertas ajustadas ao funil: quem está no topo precisa de informação; no fundo, de incentivo. Adapte mensagem, canal e abordagem conforme o estágio.
- Teste A/B: crie variações de criativos, ofertas e segmentos de público para validar o que realmente gera resultado.
- Respeito à privacidade e LGPD: informe claramente o uso de cookies e permita que o usuário opte pelo rastreamento, conforme determina a legislação.
- Inove nos formatos: use vídeos curtos, carrosséis de imagens, formulários instantâneos e chamadas diferentes, tornando as mensagens sempre frescas.
Cito como exemplo ações que desenvolvi para e-commerces, nas quais a simples troca do tipo de anúncio resultou em aumento palpável do retorno. Mudanças pequenas, grande transformação.
Como respeitar a LGPD no retargeting?
Desde a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), cuidar dos dados dos visitantes é prioridade. Sugiro sempre:
- Informar sobre uso de cookies já no acesso ao site
- Oferecer opção de recusa simples e visível
- Coletar apenas dados indispensáveis para as campanhas
- Garantir que dados sensíveis sejam anonimizados sempre que possível
Privacidade não é obstáculo; é diferencial competitivo.
Exemplos práticos: como aplicar em diferentes negócios?
Você não precisa ser um gigante do varejo para beneficiar-se do retargeting. Em minha consultoria pela Now, já ajudei desde pequenas empresas locais até indústrias. Vou compartilhar exemplos que mostram o potencial da estratégia.
E-commerce: recuperação de carrinhos e vendas adicionais
Imagine que uma loja virtual de eletrônicos percebe que boa parte dos clientes insere produtos no carrinho e não conclui a compra. Criando campanhas de retargeting no Google Ads, essa empresa pode exibir anúncios com as imagens dos itens abandonados, sugerindo descontos ou condições de frete grátis. Além disso, pode enviar um e-mail algumas horas após o abandono, reforçando a oferta.
Mais de 70% dos carrinhos de compra são abandonados, mas boa parte pode ser recuperada com a abordagem certa.
B2B: nutrição e reativação de leads
Em empresas de serviço ou tecnologia (SaaS), a decisão de compra é mais longa. O retargeting serve para relembrar leads que baixaram um material rico, visitaram páginas de produtos ou participaram de lives. Associando a publicidade paga com disparos de e-mails segmentados, nutro esse contato até que o lead esteja mais quente para abordagem comercial.
Nesses casos, o principal resultado é o aumento da qualidade dos leads que chegam ao time de vendas, pois já passaram por mais pontos de contato com a marca.
Negócios locais: tráfego para lojas e agendamentos
Mesmo quem possui um salão de beleza, padaria ou academia pode criar listas de pessoas que buscaram informações de contato, horários de funcionamento ou acessaram páginas de agendamento. A partir daí, trabalhar ofertas pontuais ou convites para retornar, tanto no Google quanto nas redes sociais.
- Convocados para eventos ou promoções locais
- Reforço sobre novidades e novos serviços
- Lembrete para clientes inativos agendarem novamente
Negócios locais podem aumentar o fluxo de clientes semanais apenas lembrando quem já demonstrou interesse.
Se você se interessa por temas ligados à publicidade, indico navegar pela seção de publicidade em nosso blog, onde aprofundo mais táticas para cada tipo de segmento.
Como medir resultados? Indicadores e métricas de sucesso
Uma dúvida que sempre aparece nas conversas com clientes é: “Como saber se está funcionando?”. A resposta está nos dados. As plataformas fornecem métricas completas para acompanhamento em tempo real.
- Taxa de conversão: mede quantos dos impactados pelo retargeting realizaram a ação desejada (compra, cadastro, download etc.).
- ROI (Retorno sobre o investimento): compara o valor investido na campanha com o faturamento gerado. Se o retorno for maior do que o gasto, a estratégia é viável.
- Taxa de recuperação de carrinho: muito relevante para e-commerce, mostra quantos abandonos se converteram em vendas depois das ações de retargeting.
- Custo por aquisição (CPA): quanto custa cada venda ou lead recuperado pela campanha.
- Frequência de exibição: importante para evitar sobrecarga e rejeição.
Eu sempre acompanho, além desses números brutos, os relatórios detalhados sobre quais segmentos de público responderam melhor, quais dispositivos, faixas de horário e formatos de anúncio tiveram mais engajamento.
Se quiser saber mais sobre o universo de marketing de dados e performance, há ótimos insights na seção de marketing do blog da Now e posts como este exemplo sobre funil de vendas.
Ferramentas para acompanhar resultados
Acompanhar o desempenho das ações é tão importante quanto implementá-las. Algumas ferramentas que costumo usar são:
- Painel de métricas do Google Ads e Facebook Ads
- UTM Parameters para rastrear origem do tráfego
- Dashboards personalizados em Google Analytics
- Relatórios de CRM integrados a plataformas de automação
Medir é fundamental para ajustar orçamentos, criativos e segmentação. Sem métrica, não há evolução.
Para aprofundar esse tema, confira um exemplo prático de análise de dados em campanhas digitais.
Retargeting inteligente: o futuro está na personalização
A tendência, como vejo na Now, é a integração constante com inteligência artificial generativa, cada vez mais presente no desenvolvimento de campanhas. Hoje, já é possível sugerir o conteúdo mais relevante e o canal mais propenso à conversão para cada usuário, de forma automática.
Recomendo buscar inspiração nas novidades do setor, aproveitando integrações com CRM, tentativas de segmentação por micro-momentos, conteúdos dinâmicos no e-mail marketing e automação do ciclo completo.
Para quem gosta de ficar por dentro das tendências ou até pesquisar cases e temas específicos, recomendo experimentar nossa ferramenta de busca, que pode agilizar suas respostas e trazer ideias inovadoras.
Conclusão
Em toda minha experiência, retargeting se mostrou uma escolha inteligente e flexível para diferentes modelos de negócio. Não se trata apenas de mostrar anúncios para quem já visitou seu site, mas de criar conversas relevantes, escolher o melhor momento e proporcionar experiências personalizadas.
Combinando análise de dados, criatividade nas comunicações e monitoramento dos resultados, os ganhos são claros: aumento de vendas, redução de desperdício de investimento e clientes mais satisfeitos. Seja qual for o porte do seu negócio, convido você a conhecer melhor as soluções e consultorias da Now, que nasceu exatamente da vontade de impulsionar empresas de forma inovadora para o futuro. Venha conversar conosco e vamos juntos transformar os resultados da sua empresa!
Perguntas frequentes
O que é retargeting e para que serve?
Retargeting é um tipo de campanha digital que exibe anúncios personalizados para pessoas que já visitaram seu site ou interagiram com sua marca, mas não realizaram a conversão desejada. Serve para lembrar o público do interesse inicial e aumentar as chances de venda, reforçando a presença da marca no processo de decisão.
Como funciona uma campanha de remarketing?
Campanhas de remarketing normalmente utilizam listas de contatos obtidas via e-mail ou CRM. Após identificar clientes ou leads que não finalizaram ações, como uma compra ou cadastro, você envia comunicações direcionadas, oferecendo descontos, novidades ou conteúdos que incentivam o retorno e a conclusão da jornada.
Vale a pena investir em retargeting?
Sim, em minha experiência, investir em retargeting é uma das práticas com melhor custo-benefício no marketing digital. Ele maximiza o retorno sobre o investimento ao focar em pessoas que já demonstraram interesse, aumentando a conversão e reduzindo o desperdício de verba.
Quais as melhores plataformas de retargeting?
As plataformas mais usadas no país são Google Ads e Facebook Ads, pois oferecem recursos robustos de segmentação, acompanhamento de resultados e integração com sites e redes sociais. Cada uma pode ser mais adequada dependendo do público da sua empresa e dos canais onde ocorre a maior interação.
Retargeting aumenta mesmo as vendas?
Sim, a aplicação correta do retargeting tende a aumentar significativamente as vendas, especialmente por recuperar oportunidades que poderiam ser perdidas sem esse contato adicional. Isso vale tanto para e-commerces quanto para negócios locais e serviços B2B, desde que a comunicação seja adequada e não invasiva.